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Algumas manifestações pela América do Sul

17 Jun

Devido à repercussão das manifestações em São Paulo, resolvi escrever este post contando sobre alguns protestos que presenciei em viagens pela América do Sul, com a intenção de registrar minhas impressões de cada momento. Não tenho a pretensão de fazer uma análise profunda sobre a conjuntura do movimento político nos países que cito, e muito menos de criar mais polêmica sobre os fatos, apenas compartilhar minhas fotos, algumas lembranças e inquietudes relativas ao assunto.

Chile

Estive há menos de dois  anos em Santiago do Chile e o que primeiro me chamou a atenção na cidade foram as pessoas correndo em volta da Plaza de Armas com uma bandeira. Um gesto tão simples que poderia ser confundido com algum tipo de esporte ou jogo, mas não, era uma forma de expressão pacífica para demonstrar o descontentamento da população com a situação da educação pública no país. A ideia era de que estudantes se revesassem dia e noite para que a bandeira estivesse exposta na praça continuamente.

Lá eles reclamam  por um estudo universitário superior gratuito e acessível, exigem uma mudança no sistema extremamente elitista e se comparam muitas vezes ao modelo argentino — que eu já tinha descrito neste post— visto por eles como uma boa referência para se espelhar em um país tão próximo.

Durante minha estadia em Santiago vi os protestos aumentarem e, no momento em que ia embora da cidade, presenciei algumas cenas fortes de repressão policial aos estudantes. Jatos de água eram mandados para dispersar os manifestantes e muitos jovens eram colocados a força dentro de “carros de guerra”.

As imagens não representam metade do que vi, mas mostram um pouco do contraste da estrutura da polícia  em relação aos manifestantes.

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Santiago, Chile, agosto de 2011

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Santiago, Chile, agosto de 2011

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Santiago, Chile, agosto de 2011

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Santiago, Chile, agosto de 2011

Quando me afastei da confusão, vi mais estudantes indo para a direção do confronto, cantando e batucando, sem se intimidar com a situação.

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Santiago, Chile, agosto de 2011

Naquela época comentei com muita gente como me parecia um absurdo nos dias de hoje haver uma repressão policial tão violenta e escancarada em meio a uma das cidades mais desenvolvidas na América do Sul. Até este momento eu nunca tinha tomado conhecimento sobre algo recente com estas proporções no Brasil.

Fiquei muito chocada ao saber que o mesmo estava acontecendo agora em minha cidade e que as circunstâncias ainda são  agravadas pelo fato de uma parcela de paulistanos concordar com a atitude da polícia.

Peru

Em março do presente ano estive no Peru. Cheguei a Lima no dia em que havia uma votação pela revocatoria de la alcaldesa, uma votação de si o no para definir se haveria uma espécie de impeachment da prefeita.

Lima estava paralisada, com todo seu comércio, serviços e museus fechados. Muitas pessoas se concentravam na Plaza San Martin esperando os resultados. Me juntei a eles e fiquei lá vendo a movimentação das pessoas.

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Lima, Peru, março de 2013

Anunciaram que ganhou o “no”, ou seja, a alcaldesa seguiria no poder.

Ela apareceu por segundos em uma varanda, agradeceu ao povo, e “estava encerrado o assunto”.

Fiquei surpresa por não ter visto nenhum tipo de revolta ou confronto.

Tenho muito pouco conhecimento sobre a política atual do Peru e simplesmente ignoro o processo que Lima tenha passado para que adquirissem o direito à votação. Mas, a minha hipótese sobre a reação do povo foi de que haveria ali mais do que um sentimento de resignação,  imaginei que talvez houvesse uma sensação geral de “missão cumprida”, por terem pelo menos conseguido o direito de expor sua opinião e de tentar resolver seus problemas através de um meio democrático.

E acredito que é isso que São Paulo está buscando, um espaço para defender seu ponto de vista, um meio para comunicar o seu descontentamento com a gestão da cidade, uma oportunidade para desabafar, mesmo que suas reivindicações não sejam atendidas instantaneamente.

Bolívia

Semanas depois de minha visita à capital peruana, cruzei a fronteira de Puno no Peru a Copacabana na Bolívia e deparei-me outra vez com um protesto.

Dezenas de habitantes haviam ocupado  os acessos a Copacabana para exigir ao governo a construção de uma ponte sobre o lago Titicaca com a finalidade de melhorar a comunicação da região. Os manifestantes queriam se ver independentes dos proprietários de barcos que haviam elevado recentemente o valor das passagens ao outro lado do lago em 1 boliviano (aproximadamente 30 centavos de real).

Tive que caminhar por pelo menos duas horas com as mochilas nas costas para chegar ao centro do povoado, e no dia seguinte mais duas horas  para sair de lá, voltar ao Peru e entrar na Bolívia por outra cidade. Durante o trajeto vi o povo unido trabalhando para reforçar as barreiras na estrada, colocando pedras e troncos de árvores por todo o caminho, sem ter policiais ou qualquer indivíduo reprimindo sua ação.

O protesto, que não é novo –no ano anterior minha irmã havia passado pelo mesmos problemas para entrar na Bolívia– durou desta vez quatorze dias. A polícia resolveu intervir e, violentamente,  tirou os camponeses da passagem, sem apresentar qualquer solução para o caso.

Nestes dias centenas de estrangeiros chegaram à fronteira boliviana e deram com a cara na porta por “culpa” de um protesto estabelecido por uma minoria de camponeses. Entretanto não foi reação de ninguém afirmar que os bolivianos eram irresponsáveis por prejudicar o passeio  à Isla del Sol tão sonhado por tantos que estavam lá. A maioria demonstrou ter a percepção de que os bolivianos estavam em seu direito de brigar por uma causa tão essencial que é o direito a mobilidade em sua própria cidade.

Não entendo porque em São Paulo tem que ser diferente, por que muita gente critica as manifestações se a essência dos protestos é a mesma.

Sei que muitos diriam que estes movimentos se distinguem fundamentalmente pela classe envolvida em cada um deles, já que no caso de São Paulo  a maioria dos paulistanos que foi as ruas é de classe média e que para muitos ela não tem argumentos para reivindicar mudanças. O que é uma ideia inconcebível para mim, já que não entendo porque só algumas camadas teriam o direito a reclamar por melhorias em sua cidade. Não é um pouco contraditório o pensamento de que se a classe média não faz nada, é acomodada, mas se resolve se pronunciar, é hipócrita?

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Copacabana, Bolívia, março de 2013

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Copacabana, Bolívia, março de 2013

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Copacabana, Bolívia, março de 2013

Argentina

Na Argentina já presenciei, voluntaria e involuntariamente, diversas manifestações. Não é exagero dizer que todo mês aqui há algum grande ato.

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Buenos Aires, Argentina, junho de 2007

Atualmente há uma grande parcela da população insatisfeita com o governo da Cristina Kirchner– devido à inflação, ao cepo cambiário, falta de segurança e, principalmente, às acusações de corrupção– que periodicamente promove cacerolazos “anti-K”.

Nos dias de protesto, milhares de pessoas (em sua maioria da classe média) sempre se dirigem com suas panelas à casa Rosada, ao Congresso, ao obelisco ou à Quinta de Olivos  (lugares simbólicos dos atos políticos argentinos), e muitos outros se pronunciam dentro de suas próprias casas, batendo suas panelas em suas varandas, fazendo com a que a revolta seja sentida em qualquer parte da capital, da província ou cidades do interior do país, permitindo que todos os que se identifiquem com a causa participem da luta.

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Buenos Aires, Argentina, abril de 2013

O país, conhecido por ter ganhado força contra a ditadura através das ações simbólicas das madres de la Plaza de Mayo e por ter destituído o presidente Fernando de la Rúa  através de um cacerolazo (panelaço), demonstra já ter adquirido muito mais “maturidade democrática” que o Brasil ao permitir que o hoje o povo vá as ruas  clamar pacificamente pelos seus direitos.

 

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Couchsurfing- hospedagem e intercâmbio cultural gratuitos

14 Maio

O Projecto CouchSurfing (CS) é um serviço de hospitalidade com base na Internet. 

Através da página do programa é possível conectar-se com pessoas de todo o mundo para pedir um sofá em suas casas, solicitar  informações, combinar passeios, ou mesmo, oferecer ajuda aos que chegam à sua cidade.

A missão do CouchSurfing é “Participação na criação de um mundo melhor, um sofá de cada vez”.

 “CouchSurfing procura ligar pessoas e lugares internacionalmente, criar trocas educacionais, fomentar consciência coletiva, espalhar a tolerância e o entendimento cultural. Como uma comunidade almejamos fazer a nossa parte individual e coletiva para criar um mundo melhor e acreditamos que o surf de sofás é um meio para atingir esse objetivo. OCouchSurfing não é mobília, não é encontrar alojamento gratuito por todo o mundo; é estabelecer ligações por todo o mundo. Fazemos o mundo um lugar melhor abrindo as nossas portas, os nossos corações e as nossas vidas. Abrimos as nossas mentes e damos as boas vindas à sabedoria que a troca cultural oferece. Criamos ligações profundas e significativas que cruzam oceanos, continentes e culturas. O CouchSurfing quer mudar não só a maneira como viajamos mas também a maneira como nos relacionamos com o mundo!”

Eu entrei recentemente para o grupo, mas já tive a oportunidade de me hospedar na casa de um peruano em Lima.  A experiência foi ótima, foi muito além da ideia de não pagar pela hospedagem. Tivemos o contato com pessoas locais, que nos levaram para passear e nos contaram bastante de sua cultura.

O link da página é couchsurfing.org

Argentina por una brasilera

16 Abr

Me inspiré en un texto de un francés que describió en tópicos sus impresiones sobre la cultura brasileira, e hice una lista con las mias sobre Argentina.

Claro que todo es solo una “caricatura”, una exageración…

-Aca en Argentina, todos son muy “politizados” y participan de las manifestaciones. Los que no tienen tiempo para salir de casa, golpean las cacerolas desde sus balcones;

-Aca en Argentina todos se besan mucho. Si hay treinta personas en una empresa, todos se saludan diariamente con un beso. Si llega el técnico para arreglar las computadoras, también saluda a los treinta con un beso. Hasta los hombres se saludan con un beso;

-Aca en Argentina, las mejores playas están en Florianópolis;

-Aca en Argentina, es difícil encontrar a alguien que no odie la presidenta, apesar de que ella tuvo un 54% de los votos;

-Aca en Argentina, los vendedores no saben que si fueran simpáticos, venderían más;

-Aca en Argentina, la mayoría de las frases empiezan por “che” y terminan por “boludo”. “Che, gané a la loteria, boludo!” o “Che, me voy a un enterro, boludo!”.

-Aca en Argentina nadie tiene verguenza de tomar un colectivo, ni para ir a reuniones o eventos formales;

-Aca en Argentina, está prohibido comprar dólares, pero la presidenta dice que eso es solo una sensación del pueblo;

-Aca en Argentina ellos usan la palabra boludo para todo. Che, qué boludo! Por una boludez me olvidé que ese boludo boludea todo el dia, boludo!

-Aca en Argentina todos comen empanadas y pastas todos los dias, y nadie es gordo;

-Aca en Argentina, la gente está más preocupada con la calidad de vida que con el curriculum;

-Aca en Argentina, hay cafés en todas las esquinas, pero es difícil encontrar alguno que venda un café rico;

-Aca en Argentina, muchos todavía tiran basura por la ventana del auto;

-Aca en Argentina, toda fiesta de casamiento tiene un momento llamado  “carnaval carioca”, donde toca todo el tipo de música brasilera y la gente baila con maracas mexicanas;

-Aca en Argentina,  la comida es muy rica, pero en una semana se puede probar toda su variedad;

-Aca en Argentina, aunque se vean características culturales muy europeas, hay un orgullo latinoamericano muy fuerte. Y, al contrario de lo que pasa en Brasil, aca todos conocen mucho sobre los países vecinos;

-Aca en Argentina, la carne que ellos más comen no es el famoso bife de chorizo, es la milanesa;

-Aca en Argentina, el jugo de naranja cuesta casi lo mismo que el vino;

-Aca en Argentina, ellos no tienen miedo de los microbios. Agarran la comida sin servilletas, comparten el mate con miles de personas y construyen baños sin ventanas;

-Aca en Argentina, el año (lectivo universitario) empieza después de la Páscua;

-Aca en Argentina, hay mucho más lugares lindos para conocer además de Buenos Aires, Bariloche y Mendoza, pero esa información no llega a los brasileros;

-Aca en Argentina, en las casas de las personas nunca hay llaves para cerrar los baños;

-Aca en Argentina, todavia hay hippies de verdad. Y son muchos;

-Aca en Argentina, la pelea con brasileros es solo una broma por el tema del fútbol. A todos les caen bien los brasileros;

-Aca en Argentina, ellos llaman la gente en silla de ruedas o con problemas físicos de “discapacitados”. Me suena siempre muy prejuicioso;

-Aca en Argentina, todos en general tienen solo un apellido. Y  cuando tienen dos, el nombre paterno viene antes que el materno;

-Aca en Argentina, todos saben “falar un poquiño” del portugués.” Todo shoia?”;

– Aca en Argentina, hay más burocracia que en Brasil. Todos los trámites tienen que ser rehechos por lo menos 5 veces hasta que no se encuentre ningun error;

-Aca en Argentina, la gente va a los boliches en el horario que los brasileros ya están dormidos;

-Aca en Argentina, no existe imparcialidad en los medios de comunicación. Todos están claramente en contra o a favor del gobierno;

-Aca en Argentina, las personas ponen un bidón de agua arriba del auto cuando quieren venderlo;

-Aca en Argentina, cuando se pide información sobre alguna direccción, la gente, aunque no sepa la respuesta, siempre te responde cualquier cosa y te hace caminar algunas cuadras para el otro lado;

-Aca en Argentina, cuando quieren pedir para parar, repiten trés veces la palabra “pará”: ParáParáPará!. Y lo mismo pasa cuando usan la palabra “como”:  CómoCómoCómo?;

– Aca en Argentina, los que no son de la capital dicen que el estereotipo argentino representa solo a los porteños;

-Aca en Argentina el sueldo extra que se paga al fin del año tiene un nombre de hombre brasilero: Aguinaldo.

-Aca en Argentina las universidades públicas son las más reconocidas, son grátis y no exigen prueba de ingreso. Aún asi, mucha gente estudia en las privadas;

-Aca en Argentina siempre dicen que no parezco ser brasilera, porque soy blanca  y tengo el pelo lacio. Pero en San Pablo la gente me ve como el tipo de persona más común;

-Aca en Argentina es más fácil hacer amigos extranjeros. En la universidad los argentinos no aprovechan la chance de mezclarse con intercambistas. Extranjeros, en general, hacen grupos de estudios con otros extrajeros;

-Aca en Argentina, hay mozos llevando bandejas por el medio de las calles.

-Aca en Argentina, parece que la dictadura fue ayer. Es todavía el tema más hablado entre todos;

-Aca en Argentina, las chicas (y muchas señoras) van a las plazas de bikini;

Así veo la Argentina.Por ahora son las características suyas que pude acordarme…

Saludos,

Márcia Peres

Otros aires: Colón, Pcia de Entre Rios, Argentina

5 Abr

A três horas e meia da Capital Federal argentina está a cidade de Colón, na província de Entre Rios.

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Com sete quilômetros de areias brancas banhadas pelo Rio Uruguai, a cidade tem como atrativos turísticos praias e o parque nacional El Palmar, o mais próximo a Buenos Aires.

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Este parque foi criado com o objetivo de conservar uma das últimas zonas existentes de palmeiras yatay,  que cobrem uma área total de 8.500 hectares.

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A pequena cidade é bonita e acolhedora e tem alguns bons hotéis e restaurantes para receber os turistas.

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Los discapacitados

4 Abr

 

60Participei de alguns projetos em São Paulo que envolviam adaptações arquitetônicas para melhorar a acessibilidade a edificações. Na maioria deles sugiram grandes discussões a respeito de qual deve ser a maneira adequada para se referir ao público alvo destas reformas.

Nestes casos a  palavra “deficiente”, ainda muito corrente no Brasil, foi sempre descartada, por ser considerada discriminatória e incompleta, já que entende-se que ela não pode ser atribuída a muitos usuários, e um projeto de acessibilidade tem que prever condições de mobilidade universal a todos os cidadãos, envolvendo por exemplo cegos, grávidas, idosos e cadeirantes.

Na maioria das vezes a denominação aceita foi o termo “pessoas com necessidades especiais”, que além de ser uma expressão mais abrangente, também está livre de possíveis interpretações preconceituosas geradas por outras nomenclaturas como aleijado, defeituoso, inválido e mesmo, deficiente.

Logo que comecei a trabalhar como arquiteta em Buenos Aires me deparei com um projeto onde estava previsto um banheiro para discapacitados. Na época achei que fosse um erro causado por algum projetista desinformado e tive esperanças de que alguém corrigisse o grave engano a tempo, mas não foi o que aconteceu.

A partir de então comecei a ver essa expressão por todos os lados, e percebi que é uma denominação corrente na América do Sul.

Ainda hoje sempre que vejo sinalização de acessibilidade universal por aqui me assusto e sinto uma carga de segregação mais forte que a gerada por qualquer outra expressão que tenha ouvido em português. Mas percebi que eu não sou a única pessoa incomodada com a palavra.

Em minha última passagem pelo aeroporto presenciei um mini escândalo de uma brasileira que passava pela fila preferencial e gritava em portunhol: “Usted está jogando en mi cara que yo soy una inválida?”.

Ninguém entendeu nada, mas tenho certeza que a reação desta moça foi por não ter se identificado com a palavra “discapacitada”.

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